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Capa colaborativa

Tapa-Página-12

A brilhante capa do jornal argentino Pagina 12 sobre a morte do ditador Jorge Videla nasceu, na verdade, no Twitter – a redação foi ao autor buscar autorização para a reprodução.

A Reuters quer saber

A Reuters está mexendo em seus recursos multimídia e apresenta parte das novidades chamando os consumidores a opinar. Antes de tudo ir pro ar.

O pior que pode acontecer nessas consultas prévias é tudo aquilo que você acha genial num projeto ser cruelmente desconstruído por quem vai usá-lo.

A Wikipedia não é mais aquela

Essa dica é do sempre atento Silvio Meira: artigo feito a oito mãos e publicado no final do ano pela American Behavioral Scientist (publicação especializada em artigos acadêmicos sobre comportamento humano) analisa a ruptura do modelo de colaboração que tornou a Wikipedia o que ela é hoje.

O estudo aponta que o complicado processo de admissão de contribuições tem assustado potenciais colaboradores – na verdade, sempre foi assim, mas aparentemente antes havia mais gente disposta a superar as barreiras às vezes intermináveis dos admins exercitando seu pequeno poder.

Há outro aspecto para justificar a crescente diminuição de voluntários (ao menos na Wikipedia em inglês): a demanda cada dia menor pela concepção de novos verbetes. Mas essa é outra história.

Mais uma foto manipulada, mas a culpa é do jornalismo participativo?

Quando acontece mais um caso de foto enviada pelo público que, no final das contas, era manipulada, surgem os arautos que enxergam no jornalismo colaborativo o apocalipse.

Quando sabemos que fotógrafos profissionais não se cansam se recorrer aos mesmos métodos, esse furor todo faz água.

A colaboração, o nome já diz, é uma via de mão dupla. Ambos, profissional e amador, têm responsabilidade sobre o conteúdo – mas a culpa, ora a culpa, será sempre da imprensa formal, a quem não faltam técnicas de checagem.

Um livro escrito a várias mãos na rede

Um livro colaborativo sobre jornalismo de dados está sendo escrito a várias mãos.

A previsão é que a obra, que em poucos dias já tem mais de 60 páginas, seja concluída até o final do ano.

Alguém aí se habilita?

(a dica é de António Granado).

Após quase três anos, enciclopédia colaborativa chega à metade do trabalho

Em março de 2008 falei sobre o lançamento da Encyclopedia of Life, que tinha como objetivo inventariar as 1,8 milhão de espécies conhecidas no planeta num trabalho baseado em colaboração – a inteligência coletiva de verdade.

Pois bem, dois anos e meio depois, já são 752.996 seres descritos no site graças à cooperação de 52.825 pessoas que se associaram sem fins lucrativos ao projeto.

Ainda há muito a fazer, mas histórias como as da enciclopédia da vida mostram que estamos no caminho certo ao sugerir o engajamento para o bem comum.

Um dado mínimo para ilustrar isso é a própria Wikipedia: se passamos 10% de nossas vidas vendo TV, com apenas 1% deste tempo foi possível construir o inacreditável sonho de Jimmy Wales.

Armadilhas da colaboração na rede

Investigação jornalística. É essa receita de Julien Pain para evitar que falsas notícias acabem indo parar nas páginas do Observers, site colaborativo francês.

Chato, mas sempre tem alguém usando o jornalismo participativo para tentar trapacear, seja enviando uma foto não original ou, ainda pior, um relato fraudulento.

No caso de quem trabalha no dia a dia com mídia social, monitorar o que as pessoas estão dizendo na rede pode significar minutos preciosos na antecipação de um acontecimento _desde, claro, que ele seja verídico.

Identificar o autor da informação, contextualizá-la e organizá-la são algumas dicas da Slate francesa para evitar barrigas vindas das redes sociais.

Outro aspecto bacana é o técnico: descobrir informações sobre imagens postadas (e isso não é muito difícil mesmo sem ferramentas pagas) pode, por exemplo, revelar uma data que inviabilizaria a associação com uma determinada notícia.

Quanto custa um site?

Quais variáveis influenciam no custo final de um site? Definir esse custo é um drama.

Uma página colaborativa procura justamente reunir esse material para ajudar no trabalho de orçar a construção de um endereço na web.

(via Braimstorm9).

NYT volta a investir em colaboração e crowdsourcing


Com o beta620, o New York Times reforça sua aposta no caráter colaborativo das comunidades da web.

A ideia agora é incentivar o usuário a sugerir novos produtos e participar do desenvolvimento das ideias on-line do jornalão _afinal, aplicativos na rede não servem exatamente para o que achamos que eles servem, mas para o que os usuários dizem que serve.

Registre-se que a iniciativa do NYT (que há bastante tempo vem tomando medidas para reforçar a participação de seus usuários, especialmente no quesito mashups _criar formas de disponibilizar dados tornados públicos pelo próprio jornal) não é inédita: o Boston Globe tem um produto semelhante.

Pode ser apenas mais um doce no caldeirão da colaboração? Sim, mas é melhor do que nada.

WikiLeaks e Napster, um paralelo

O jornalista português Paulo Querido compara WikiLeaks e o Napster, uma provocação pertinente.

“A única forma de parar alguma coisa nela [a Internet] é desligá-la”, diz. É quase um mantra do sociólogo espanhol Manuel Castells.

O Paulo destaca ainda a “organização horizontal e reticular” da colaboração em massa na rede.

É exatamente isso que está mudando relações humanas e, possivelmente, a própria cabeça das pessoas. É essa a tal revolução de que tanto falam.

ATUALIZAÇÃO: Pedro Doria, em seu blog, também faz a mesma comparação.