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Saiu a nova edição da revista Fronteiras

Há alguns vícios, como o uso de “camponês” no artigo “A influência da televisão no desenvolvimento regional da zona rural no município de Palmas (TO)”.

Mas um novo número da revista Fronteiras (publicada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos-RS) já está no ar.

É sempre uma boa leitura.

Um filmaço a serviço do mal

Triumph des Willens é obra de Leni Riefenstahl, a cineasta do nazismo. Uma ótima cabeça que acabou cooptada, uma pena.

Mostra um congresso do Partido Nacional Socialista (cuja corruptela levou a Nazista) em 1935, um ano depois de Hitler assumir, quatro anos antes da Grande Guerra.

Está tudo ali, a intenção dos caras é clara.

Mas olhar essa fotografia hoje, a trilha grandiosa, o charme do P&B… filmaço.

O Facebook merece um romance ou um documentário?

O Oscar não é a diferença mais marcante entre “Bilionários por Acaso”, de Ben Mezrich, e “O Efeito Facebook”, de David Kirkpatrick _transposta para o cinema, a obra de Kirkpatrick poderia concorrer à estatueta na categoria documentário.

Os dois livros que dissecam o fenômeno têm um distanciamento de origem. No primeiro, Mezrich assume escrever um romance (nas primeiras páginas, o autor admite recriar “diálogos e situações”).

No segundo, Kirkpatrick amassa barro e vai atrás das figuras que construíram esse negócio bem-sucedido.

Entre a ficção e a reportagem, o cinema escolheu o primeiro. Faz muito bem: a lenda é sempre mais eletrizante do que a realidade.

(mais em podcast na Folha.com)

Henry Jenkins fala

Uma entrevista do professor Henry Jenkins a Vinicius Navarro (PDF em inglês com versão em português) vale o esforço, aproveitando que vem mais feriado por aí.

Fala-se, claro, de convergência, mas de narrativas transmidiáticas, iniciativas pedagógicas, cinema, direitos autorais, participação e cultura de massa.

Os computadores e o cinema

Como cinema representou interfaces gráficas da computação (e sua evolução)?

É a proposta deste site.

Leituras de domingo

#ficaadica: A revista Fronteiras-Estudos Midiáticos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos (RS).

Coisas bacanas e boas discussões.

Filme de 1982 sugere ‘inovações’ ao jornalismo de hoje

Koyaanisqatsi, filme de 1982, é uma lição de colagem de imagens e edição de trilha sonora.

Muita coisa a se aproveitar no jornalismo, mas especialmente a câmera fixa, conceito antigo que consiste em monitorar por várias horas determinado lugar com a intenção de exibir transformações.

Insisto nisso como algo supermoderno.

O resgate do avião que pousou no rio Hudson

Lembra do avião da US Airways que há um ano fez um pouso forçado no rio Hudson, em Nova York? Pois é, surgiu um vídeo bacana, no modo ultravelocidade, que mostra todos os detalhes da trabalhosa operação para retirar a aeronave da água _foi trabalho para três dias, balsas e guindastes imensos, muita gente envolvida na operação.

O formato em si não é novo (o cinema e a televisão já tinham recorrido há décadas ao fastforward para mostrar, em bem menos tempos, evoluções como o brotar de uma flor), mas anda meio esquecido no jornalismo.

Poderia ser usado, por exemplo, com um câmera que monitorasse um local sabidamente vulnerável a enchentes, e editado de modo a mostrar as águas chegando, tomando conta e, depois, partindo.

Um comentário: acho que é o típico formato que exige data e hora em algum canto da tela para posicionar muito bem o usuário sobre a cronologia do incidente.

Bem bacana e, de novo, simples e antigo.