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O jornalismo no Guia do Estudante

Nunca tinha pensado nisso, mas outro dia resolvi conferir o que diz o Guia do Estudante (talvez a principal publicação brasileira sobre carreira) sobre a nossa profissão.

Importante: estão lá nossos sucateados pisos salariais, que é pra ninguém dizer depois que não sabia.

De resto, bem… dá uma olhada aí.

E ainda tem muita gente que quer ser jornalista

Ainda ontem nos perguntávamos se você gostaria que seu filho fosse jornalista, e agora me deparo com a relação candidato/vaga na Fuvest.

Com tudo o que está ocorrendo com a profissão, jornalismo ainda é a sexta carreira mais disputada no principal vestibular do país _ são quase 40 postulantes para cada vaga.

Como recuperar a ilusão de querer ser jornalista?

Ser jornalista é diferente de estudar jornalismo. Vem antes, quase nasce com a gente.

A frase “pra você, de quem todo mundo ri quando diz que quer ser jornalista” é o ponto de partida de uma experiência interessante do coletivo espanhol 1001medios _encontrado, como sempre, pelo solerte Gerardo Albarrán e o seu Sala de Prensa.

Dez jornalistas relembram seu começo (conversas com os pais na hora de decidir a carreira, por exemplo) e falam sobre a paixão que move quem se dispõe a trabalhar nisso.

Aos 21 anos de profissão, não me arrependo de nada. Queria fazer isso desde muito novo (não desde sempre).

A verdade é que tive o que mereci.

Como se procurava emprego numa redação em 1965

Um achado: como se procurava emprego em jornalismo em 1965. Tem de olhar com calma porque se trata de uma espécie de “guia do estudante” norte-americano que tem muita bobagem _e muita coisa datada também. Uma megadescoberta.

‘Jornalcídio’ ameaça dedicação à profissão

Pelo menos 15 mil jornalistas já perderam o emprego neste ano nos EUA. A cifra está bastante próxima de igualar (ou até mesmo superar) o banho de sangue do ano passado, quando 16 mil colegas foram para o olho da rua.

Alan Mutter, autor de brilhante estudo que relaciona a penetração da banda larga residencial ao declínio das tiragens dos veículos impressos, faz uma reflexão não sobre quem já estava no mercado, mas que diz respeito a toda uma geração de jornalistas que está saindo das universidades e, agora, encontra muito mais dificuldades para começar na profissão numa única função _é a profusão de frilas substituindo o trabalho regular numa redação.

Para ele, a sociedade como um todo sentirá essa lacuna. “Essa perda”, diz ele, “privará, no futuro, os cidadãos dos insights que só podem ser entregues por profissionais que se dedicam a um trabalho”.