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Mais um motivo para não cobrar por conteúdo

Mais um efeito, este colateral, da decisão de alguns veículos de cobrar por conteúdo: além de sumir dos sites de busca (a exceção são alguns acordos que permitirão acesso via Google a conteúdo protegido pelo paredão da cobrança), eles vão desaparecer também das matérias de empresas que têm por hábito fornecer links externos.

A BBC já anunciou que colocará, na maioria dos casos, avisos para os eventuais links que direcionem a conteúdo pago. Mais: a médio prazo, há a chance deles simplesmente sumirem do site britânico por uma questão de tempo e espaço.

Enquanto acham que estão protegendo seu valioso tesouro, os adeptos do micropagamento estão conseguindo, isso sim, ficar ainda mais escondidos e ensimesmados.

Miniportal multimídia e convergente demonstra e testa o poder da web

A World Wide Web festejou no sábado 21 anos _sua maioridade, digamos.

Para não deixar passar a data em branco, vale recomendar o miniportal multimídia e convergente que a BBC preparou, não exatamente como um registro da data, mas para aproveitar o gancho.

Nele, todas as plataformas foram utilizadas (rádio, TV e internet) para contar, pelas próximas duas semanas, a incrível aventura que inscreveu definitivamente os nomes de Tim Berners-Lee e Robert Cailliau na história de humanidade.

Dá pra perder, fácil, algumas horas navegando pelas páginas do Superpower, o produto da BBC. Como a brilhante seção on/off, no qual uma comunidade nigeriana e duas famílias coreanas trocam de papel: uma ingressa na web pela primeira vez, enquanto as outras são obrigadas a viver sem a rede. O objetivo é medir, de uma forma prática, o poder da internet. Uma pauta (mais do que isso, uma experiência) realmente instigante, daquelas que dá vontade de copiar.

BBC exige jornalistas engajados nas redes sociais

Para refletir durante o Carnaval: a BBC quer que seus jornalistas estejam cada vez mais presentes (e atuantes, não basta ter perfis atualizados de vez em nunca) nas redes sociais como Facebook e Twitter.

A empresa entende essas ferramentas como essenciais para o profissional, que precisa estar sintonizado com a inovação tecnológica _que, afinal, tem mexido na própria forma como a gente trabalha.

Um alerta para quem ainda não percebeu isso.

Fotografei um fantasma, e agora?

Não é inédito, mas é sempre curioso: ao fotografar a residência de Edward Jenner, descobridor da vacina contra a varíola, Chris Sandys, da BBC, diz ter capturado a imagem de um fantasma.

Se você observar atentamente a foto, verá que de fato há um vulto humanoide perto de uma porta, ao final de um dos corredores da sinistra casa.

Fantasma é matéria? Não, afinal de contas, fantasmas não existem. Mas a simples possibilidade de que um registro desses possa ser possível justifica o barulho em torno da “notícia”.

Agora, é sempre uma situação difícil: como publicar, sem cair no descrédito, que se “fotografou” um fantasma? Muitos veículos optam por simplesmente tratar internamente do assunto quando acontece alguma coisa do gênero com seus profissionais.

E esse tipo de coisa é mais comum do que a gente pensa.

A última que me lembro é a do fotógrafo Robson Fernandjes, do Estado de S.Paulo, cuja câmera travou ao registrar um pai de santo que avisou estar cercado de maus espíritos…

Eu, heim…

A linha do tempo do principal noticiário da BBC

Como se estivesse no rádio (e não, ele estava ao vivo na tela!), o apresentador Richard Baker lê not�cias em 1954

Vi no Jornalistas da Web que o Guardian (provavelmente o dono do melhor site entre os jornais em papel, por isso a distinção no menu à sua direita) pôs no ar uma galeria de fotos que mostra a evolução do cenário do principal noticiário televisivo da BBC.

O especial começa com Richard Baker (o cidadão aqui em cima, ainda pouco ambientado ao vídeo e agindo como se estivesse no rádio) e chega aos pirotécnicos tempos atuais em 28 imagens. Bem legal.