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O horário nobre do Twitter

O Scup avaliou uma base de 36 milhões de tweets em 2011 para concluir que o horário nobre do Twitter no Brasil é  entre 14h e 15h, de segunda a sexta. Veja mais dados abaixo.

Aprendendo a jogar

Responsável pelas operações do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen dá um choque de realidade em gente que, a exemplo de Carlos Nascimento, ficou indignada com o buzz provocado por Luíza, a que estava no Canadá.

“A nova mídia na verdade não determina qual a profundidade ou quais temas interessam mais para a sociedade. Novas tecnologias e plataformas digitais permitem, sim, o acesso ubíquo a um número muito maior de assuntos. Se assuntos como o intercâmbio de Luíza se tornaram relevantes, é resultado do que a sociedade se interessa em ler e compartilhar”.

Nascimento (a quem respeito muito), na verdade, está zangado porque não é mais ele quem define o que seu público vai ver, comentar e passar adiante.

Monomídia, rádio conquista audiência em 2011

Números do Ibope (adiantados nesta semana pela revista Veja) dão conta de que o rádio ganhou uma sobrevida no país: aumentou a audiência do veículo em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, enquanto no Rio, se ela não cresceu, ao menos não caiu.

O dado é interessante, mas simbólico: a audiência do rádio, hoje, não está só “com o ouvido colado” no receptor, mas também na internet, uma plataforma que oferece às emissoras muito mais do que a monomídia do áudio.

E são poucas as rádios que perceberam ter o poder de fazer jornal, TV e jornalismo on-line para captar a atenção deste novo público que usa seus dispositivos (como o celular) também para ouvir rádio.

Taí uma belíssima velha nova fronteira.

As dez mais lidas de 2011 no Webmanario

A coleção de dez textos mais acessados deste site em 2011 dá uma ideia da diversidade por trás destas linhas – por incrível que pareça.

Os dois campeões de audiência refletem o off-topic mais frequente aqui, a aviação – e a vida sofrida de quem é credor da massa falida da Vasp, mais especialmente. Também voei nas asas da Panair em 2011…

O periódico escrito a mão em meio ao caos do tsunami japonês é a grande história jornalística do ano. Fazemos isso por amor, confessemos.

Há, nesta retrospectiva fria dos textos mais acessados, espaço para atualizações que foram especialmente felizes em usar palavras-chave nos títulos – ‘curso de jornalismo a distância’ e ‘oferta de emprego’ que o digam, se bem que o último revela uma realidade devastadora da profissão de jornalista.

Mas no geral tá honesta a lista proporcionada por você. O Webmanario foi exatamente isso em 2011.

Até 2012.

Os dez posts mais lidos do Webmanario em 2011

Aviões e objetos históricos da falida Vasp, enfim, vão a leilão

A pauta esquecida: cemitério de aviões da Vasp

A morte de José Alencar e alguns segredos do jornalismo

No meio da tragédia, um jornal escrito a mão

Curso de jornalismo à distância em 28 semanas

Oferta de emprego

O jornal sem manchete

E na vida real, para que servem as redes sociais?

Uma lista de 15 bons sites jornalísticos

Violência abortada, prêmio Esso de fotografia em 2011

O poder das redes sociais na distribuição de conteúdo noticioso

Levantamento da eMarketer mostra o potencial da distribuição de notícias via redes sociais: nada menos do que 60% dos links compartilhados nessas plataformas remetem a esse tipo de conteúdo.

É apenas mais uma compilação que aponta para a mesma direção: que a produção jornalística precisa ser fortemente voltada para sites como Facebook e Twitter.

Uma vez me perguntaram porque os jornais competiam entre si para dar mais audiência ao Facebook. Puro desconhecimento: exibiri conteúdo lá tem um retorno, em seu próprio domínio, que muito provavelmente (em alguns casos isso já aconteceu) superará o do Google.

Uma ideia sobre a audiência de blogs no Brasil

A Boo-box, que se especilizou em exibir publicidade personalizada em sites, acaba de divulgar um estudo com algumas tendências sobre a audiência de blogs no Brasil.

Para observar com cuidado _além do óbvio interesse comercial, o levantamento admite ter monitorado apenas 15 mil páginas deste tipo publicadas no país, o que é ínfimo perto de seu universo.

O jornalismo debatido e construído com os leitores

“A audiência também produz conteúdo e o distribui de forma muito mais eficaz e influente que qualquer outro jornalista”.

Quem fala isso é um jornalista, Jean-Francois Fogel, pioneiro do jornalão francês Le Monde na internet.

Pra gente parar de achar que é uma “bobagem” o diálogo redação-leitor via redes sociais _principalmente, mas carta e telefone ainda são válidos, apesar de mais demorados.

Felizmente estou na linha de frente de ótimos experimentos práticos neste campo (em breve, notícias aqui). E posso atestar, dia após a dia, a importância dessa relação.

Fogel lembra que o “conteúdo referenciado”, ou seja, o recomendado de amigo para amigo, tem hoje fatia importante como drive de audiência dos sites jornalísticos.

Você não sabe o que está perdendo ao ignorar esse público.

Guardian faz manual de boas-vindas para leitores do Times

Divertido: o blog de notícias do The Guardian, jornal que é uma referência em convergência de plataformas e design de notícias na web, fez um post para dar as boas-vindas aos leitores do The Times, o concorrente que acaba de se fechar em copas e exigir formulários e cartões de crédito para que se leia suas notícias _e perdeu audiência.

Vai ser pedagógica essa briga entre o cobrar e não cobrar.

Times perde audiência após cobrar por conteúdo

O The Times, jornal publicado em Londres desde 1785 e hoje propriedade do multimilionário Rupert Murdoch, começou a cobrar por conteúdo neste mês.

Pois bem, saíram seus primeiros resultados e, claro, a audiência caiu (o quadro aí em cima não deixa qualquer dúvida). Mais: só 17% dos usuários do site passam pela área de conteúdo restrito.

Um fracasso retumbante que a gente já sabia. Cobrar por notícias que estão em toda parte é tiro no pé.

Produto genuíno da web ameaça hegemonia do NYTimes

Em seu quinto aniversário, o Huffington Post _produto genuinamente da web_ pode conseguir uma proeza: ultrapassar o NYTimes.com em unique visitors. É a projeção que já se faz para este ano.

Com 13 milhões de usuários únicos em março (contra 16,6 milhões do jornalão), a ultrapassagem é iminente.

Basta dizer que, hoje, o tráfego do HuffPo é 94% maior do que ano passado. Nesse ritmo, o site/blog de 70 editores/repórteres contratados (e 6 mil colaboradores gratuitos) tem tudo para virar, definitivamente, um case.

As regras na web, positivamente, são bem diferentes das que estavam acostumadas a ditar as grandes empresas de mídia.