Arquivo da categoria: Vida de jornalista

Os pioneiros da imagem noticiosa

Interessante o projeto de Amanda Emily, que está reunindo no site The Dope Sheet (“roteiro”, no jargão televisivo) histórias que relembram a trajetória dos primeiros cinegrafistas noticiosos dos Estados Unidos.

Já há no ar um ótimo material de consulta – e um bom anedotário, claro.

Brasil vota contra plano da ONU para proteger jornalistas

Países como o nosso, Índia e Paquistão (onde é alto o índice de crimes contra jornalistas) embarreiraram na ONU a aprovação de uma iniciativa da Unesco que, em linhas gerais, pretende ampliar as instâncias de discussão da importância da liberdade de expressão, além de mecanismo de proteção aos profissionais de imprensa.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas da ONU estima em 900 colegas mortos apenas nas últimas duas décadas.

ATUALIZAÇÃO: De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil é a favor do plano de ação, mas contrário ao procedimento para aprová-lo e também a alguns trechos do texto. O país diz não ter dito voz na formatação do plano e questiona, por exemplo, a definição do que seriam “situações de conflito e não conflito” enfrentadas por jornalistas.

 

Jornalistas em greve

Peralá: nesta quinta há o chamamento para uma greve geral na Espanha, e o jornal Público decidiu aderir ao movimento: anuncia em sua capa que não será atualizado por 24 horas.

O jornal é o mesmo que há cerca de um mês encerrou suas atividades em papel e partiu apenas para a operação on-line.

Agora, jornalista em greve num dia em que se precisa muito dele é bem estranho, não? Patrão à parte, a paralisação poderia ter ocorrido antes.

Lucidez, recusa, ironia e obstinação: a liberdade de imprensa para Camus

Obrigatório: o manifesto sobre a liberdade de imprensa redigido por Albert Camus em 1939 e que ficou engavetado até agora.

Nele, o francês estabelece quatro pilares para o livre exercício (“mesmo sob censura”) da profissão: lucidez, recusa, ironia e obstinação.

“Se ele [jornalista] não pode dizer o que pensa, pode não dizer o que não pensa ou o que acredita ser falso. E é assim que se mede um jornal livre: tanto pelo que diz como pelo que não diz”.

Ponto final.

Os últimos dias de um correspondente de guerra na Síria

Incrível o relato do fotógrafo Tyler Hicks, que conta como viu o jornalista Anthony Shaddid morrer diante de seus olhos quando tentavam deixar a Síria, onde trabalharam para o The New York Times.

Linsanity e jornalismo

O fenômeno Jeremy Lin (americano de origem chinesa que arrebatou a NBA, liga profissional de basquete dos Estados Unidos) é um bom momento para refletir sobre o nosso trabalho.

A cobertura da “Linsanity” está forrada de estereótipos – a ascendência, aliada a uma graduação em Harvard, tornam Lin um personagem especial. Há ainda o fervor religioso (o jogador é cristão praticante).

Tom Huang analisou o caso para o Poynter.

Sósia de Bill Gates engana jornal colombiano


O jornal colombiano El Heraldo publicou uma foto de Bill Gates durante um jantar em Bogotá – ninguém sabia que o cofundador da Microsoft estava na Colômbia.

Ocorre que não era Bill Gates, e eu me pergunto novamente porque diabos o jornalismo insiste em ver notícia em acontecimentos tão banais como uma refeição.

O que deveria ser noticiado era o que Bill Gates faria na Colômbia além de – como todo ser humano – comer.

Câmara discute piso nacional unificado para jornalistas

A Câmara está analisando o Projeto de Lei 2960/11, do deputado Andre Moura (PSC-SE), que fixa em R$ R$ 3.270 o piso salarial nacional dos jornalistas, com jornada de trabalho de 30 horas semanais – cinco horas diárias por seis dias.

Como boa parte da categoria trabalha em jornadas de sete horas, uma eventual aprovação (o que não acredito) terá um impacto grande. A proposta não tem data para ser votada.

Jornalistas sem edição

Parece que o romance “Os Imperfeccionistas”, do ex-jornalista Tom Rachman, retrata como nunca as agruras desta profissão amada.

Ao menos é que descreve meu amigo Fabio Victor em resenha publicada ontem pela Folha de S.Paulo.

Só jornalistas conseguem reproduzir esse hospício diário com fidelidade.

O jornalismo no Guia do Estudante

Nunca tinha pensado nisso, mas outro dia resolvi conferir o que diz o Guia do Estudante (talvez a principal publicação brasileira sobre carreira) sobre a nossa profissão.

Importante: estão lá nossos sucateados pisos salariais, que é pra ninguém dizer depois que não sabia.

De resto, bem… dá uma olhada aí.