Arquivo da categoria: Vida de jornalista

Linsanity e jornalismo

O fenômeno Jeremy Lin (americano de origem chinesa que arrebatou a NBA, liga profissional de basquete dos Estados Unidos) é um bom momento para refletir sobre o nosso trabalho.

A cobertura da “Linsanity” está forrada de estereótipos – a ascendência, aliada a uma graduação em Harvard, tornam Lin um personagem especial. Há ainda o fervor religioso (o jogador é cristão praticante).

Tom Huang analisou o caso para o Poynter.

Sósia de Bill Gates engana jornal colombiano


O jornal colombiano El Heraldo publicou uma foto de Bill Gates durante um jantar em Bogotá – ninguém sabia que o cofundador da Microsoft estava na Colômbia.

Ocorre que não era Bill Gates, e eu me pergunto novamente porque diabos o jornalismo insiste em ver notícia em acontecimentos tão banais como uma refeição.

O que deveria ser noticiado era o que Bill Gates faria na Colômbia além de – como todo ser humano – comer.

Câmara discute piso nacional unificado para jornalistas

A Câmara está analisando o Projeto de Lei 2960/11, do deputado Andre Moura (PSC-SE), que fixa em R$ R$ 3.270 o piso salarial nacional dos jornalistas, com jornada de trabalho de 30 horas semanais – cinco horas diárias por seis dias.

Como boa parte da categoria trabalha em jornadas de sete horas, uma eventual aprovação (o que não acredito) terá um impacto grande. A proposta não tem data para ser votada.

Jornalistas sem edição

Parece que o romance “Os Imperfeccionistas”, do ex-jornalista Tom Rachman, retrata como nunca as agruras desta profissão amada.

Ao menos é que descreve meu amigo Fabio Victor em resenha publicada ontem pela Folha de S.Paulo.

Só jornalistas conseguem reproduzir esse hospício diário com fidelidade.

O jornalismo no Guia do Estudante

Nunca tinha pensado nisso, mas outro dia resolvi conferir o que diz o Guia do Estudante (talvez a principal publicação brasileira sobre carreira) sobre a nossa profissão.

Importante: estão lá nossos sucateados pisos salariais, que é pra ninguém dizer depois que não sabia.

De resto, bem… dá uma olhada aí.

Escândalo de escutas ilegais reabre discussão sobre controle da mídia no Reino Unido

Como era de se esperar, o escândalo de escutas ilegais (e outras cositas más) perpetradas por veículos do grupo NewsCorp, de Rupert Murdoch fez recrudescer, na Inglaterra, a discussão sobre o controle da mídia.

Stephen Coleman, professor de comunicação política na Universidade de Leeds, aborda o aspecto de responsabilidade da mídia, mas abre uma avenida que pode transformar o mero controle: que a nova regulamentação se preocupe ainda em capacitar jornalistas e investir em pesquisas sobre ética e procedimentos.

“Não há nenhuma habilidade específica para se tornar um jornalista, mas padrões básicos que precisam estar no foco”, diz ele.

Papel cortou 30% das vagas nos EUA em 2011

São os números ora disponíveis.

E la nave va, o jornalismo impresso acaba não.

Que imagem representa o jornalismo?

Uma caneta? Fotógrafos correndo? Um chapéu com a palavra ‘press’?

uma olhada e escolha a sua. Algumas são as mais engraçadas de todos os tempos…

Coisas que os jornalistas gostam

Está um dúvida sobre como agradar um jornalista neste Natal? O ‘Stuff Journalists Like‘ tem a solução!

Adam Westbrook também tem umas sugestões supimpas para quem se entrega ao consumismo do dia 25/12.

Passaralhos também atingem universidades

O ensino (incluído aí o do jornalismo) também está às voltas com passaralhos: cerca de 150 professores foram demitidos da UniABC nesta semana, a maioria com título de mestrado ou doutorado.

O sindicato dos professores enxerga na ação uma manobra para substituir profissionais com titulação por graduados e especialistas, que por lei ganham menos.

Sabemos que é possível – mas muito difícil – tocar a carreira no jornalismo e na academia. No nosso caso, não dá pra prescindir de gente com experiência diária na profissão.

Faculdades que se fecham a bons jornalistas que não puderam avançar na pesquisa científica estão, em boa medida, cerceando o alcance de aprendizado de seus alunos.

O jornalismo precisa tanto de doutores e mestres quanto clama por especialistas.