Arquivo da categoria: Sobrevivência na Rede

A inteligência coletiva ainda resiste

Fiquei surpreso ao descobrir que o Reddit, criado em 2006, aparece na oitava posição entre os sites de notícias mais acessados da internet, segundo o confiável ranking da Alexa.

Basicamente um repositório de links (nem todos jornalísticos) submetidos à avaliação de seus usuários, que assim determinam em que posição cada contribuição é mostrada no site, o Reddit segue o modelo inaugurado pelo Digg, produto de 2004 ainda no ar e que acabou ultrapassado pelo concorrente.

Trata-se de uma aposta na curadoria da inteligência coletiva, ou seja, uma edição feita a várias mãos, por uma comunidade de usuários.

Mais interessante ainda é a Alexa classificar essas experiências na categoria de notícias.

Não deixa de ser estranho também ver o Reddit ali, entre BBC News, CNN, NYTimes, HuffPo…

Um esclarecimento: a metodologia usada pela Alexa se parece muito com a adotada pelo Ibope para medir a audiência televisiva no Brasil: depende de um programa distribuído por amostragem em residências que monitora os hábitos de uso do aparelho.

Projetos inovadores em jornalismo

A Facultat de Periodisme Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona (devo dizer na Espanha ou na Catalunha?) exibe nesta quarta quatro projetos em jornalismo considerados inovadores.

Se servir de inspiração, dá uma olhada.

Quem quer saber o que você está lendo?

Aplicativos que compartilham tudo o que você lê com seus amigos no Facebook, depois de uma expansão extraordinária, estão baixa.

E alguns jornais estão descobrindo isso amargamente, casos de Washington Post e The Guardian.

A verdade é que é muito inconveniente ficar o tempo todo dizendo o que se está fazendo.

Não sei quanto tempo ainda leva, mas esse culto ao eu e à superexposição, certamente, não são sustentáveis e estão com os dias contados.

Impresso e digital, numa única cumbuca

Faz sentido: já há algumas semanas a Folha de S.Paulo acrescentou à circulação diária que aparece na primeira página do jornal a quantidade de edições digitais baixadas por assinantes. São cerca de 300 mil exemplares em papel, mais quase 30 mil nas versões web e tablet, segundo dados divulgados em fevereiro (e relativos a 2011).

A prática está prevista pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) e já vem sendo adotada por outros veículos – talvez apenas com menor publicidade.

O modelo de “paywall poroso”, no qual o usuário tem acesso limitado a textos (ou seja, trata-se de um paredão de conteúdo pago com alguma flexibilidade), ao que parece está dando bons resultados.

Mas a venda de edições digitais em tablets, mais ainda, o “truque” de somar essas vendas ao impresso, foi responsável pelo crescimento das vendas dos jornais nos EUA.

Londres quer proibir torcedores de compartilhar a Olimpíada em redes sociais

Atenção, surgiu mais uma iniciativa fadada ao fracasso: o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Londres pretende impedir que o público pagante do evento limite o registro de fotos, vídeos e áudios à esfera “doméstica e privada”.

O contrato que rege a venda de ingressos cita expressamente o veto à distribuição em sites de redes sociais “e na internet de forma geral” de qualquer conteúdo captado “em ambiente olímpico”.

Veja, não será proibido filmar ou fotografar – mas sim compartilhar esse material.

Com quase 6 milhões de entradas para eventos em 26 modalidades, eu me pergunto como alguém acha que é possível controlar de que forma se dará o armazenamento do registro feito pelas pessoas.

Por mais que YouTube e Facebook (só para citar os dois canais mais óbvios e pops de escoamento da produção das pessoas) montem um exército para excluir material indesejado pelos proprietários dos direitos da competição – e eles irão, já há acordos nesse sentido com o Comitê Olímpico Internacional -, mais uma vez será uma disputa de gato e rato. E o vencedor já sabemos todos quem será.

É 2012 e ainda não entendemos que a rede e seu poder de compartilhamento são incontroláveis?

Boca a boca, ainda a propaganda mais eficiente on-line

Levantamento recente da Nielsen mostra que a recomendação de amigos (taí a galinha dos ovos de ouro das redes sociais) ainda é a propaganda que as pessoas veem com mais credibilidade (92% dos pesquisados). Menos da metade desse universo acredita em anúncios em meios tradicionais.

A publicidade on-line é crível para 33% dos entrevistados – eram 26% em 2007.


As marcas e as redes sociais

Uma comparação entre Google+ e Facebook.

Cobrar por conteúdo? Não, obrigado, diz Washington Post

Num momento em que o tabu do conteúdo pago de alguma forma tem sido enfrentado por veículos que em maior ou menor escala puseram a registradora para funcionar, o ombudsman do Washington Post vai na contramão e diz que, se fosse para fazer uma previsão, o jornal jamais irá cobrar pelo acesso à sua página on-line.

O Facebook e seus 834 milhões de filhos

O Facebook está abrindo o bico, já percebeu?

Diariamente, o tempo todo, atualizações, likes e comentários desaparecem momentaneamente. Posts publicados simplesmente caem no vazio para ressurgir horas depois, como se fossem recém-publicados.

Na timeline, datas de nascimento (ou lançamento de produtos, no caso das fan pages) foram alteradas aleatoriamente e nem sempre restauradas. Virou rotina publicar e não ver a atualização. Repetimos a operação e, surpresa: de repente você começa a enxergar dobrado.

Sustentar 834 milhões de bocas tem um preço.

Mulheres e ativismo social

As mulheres americanas são mais engajadas em causas sociais do que os homens, mostra o gráfico abaixo sobre ativismo social na web.

Que saibamos, todos, nos proteger de desonestidades intelectuais como Kony 2012.