Arquivos da Categoria: Jornalismo Colaborativo

Por todos, para todos

Open Data e jornalismo

Como o movimento global pelo open data está transformando o jornalismo? A Wired faz um ótimo resumo sobre esse tema, destacando, por exemplo, iniciativas como a Infoamazônia, que combina cobertura jornalística profissional e jornalismo cidadão para reportar sobre o estado da floresta.

Capa colaborativa

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A brilhante capa do jornal argentino Pagina 12 sobre a morte do ditador Jorge Videla nasceu, na verdade, no Twitter – a redação foi ao autor buscar autorização para a reprodução.

A colaboração segundo Jay Rosen

Jay Rosen, professor da Universidade de Nova York, é um dos primeiros caras a terem se tocado sobre o poder da mídia das pessoas – o avanço tecnológico dando às pessoas as mesmas condições que os jornalistas têm.

Ele relembra essa trajetória (com links preciosos) desde 1999 numa conversa que teve com o povo da Quartz, que vem transitando bem nesse novo ambiente da mídia.

Notícias da Coreia

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Kim Jong Un ainda não apertou o botão (da bomba atômica), mas seus jornalistas publicam loucamente na KCNA, a agência de notícias oficial norte-coreana.

Óbvio que não fica nessa tristeza: o avanço da tecnologia deu aos cidadãos – até aos pobres norte-coreanos – meios de fugir dessa coisa funesta.

Redes sociais e descompromisso com a acuração

A história que nos conta meu duplo colega Alvaro Liuzzi é frequente nas redes sociais: “informação” distribuída sem critério algum e que acaba virando verdade.

No caso, uma foto (abaixo) de Jorge Mario Bergoglio dando a comunhão ao ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla. Há um detalhe que salta aos olhos logo de cara: a idade dos personagens. Nos anos 70, o agora Papa Francisco tinha por volta de 40 anos – claramente o padre que aparece na imagem é uma figura mais velha (outra coisa, dar a hóstia é uma obrigação clerical, não?).

A apuração, até a descoberta da verdade, rolou pelo Twitter num interessante exemplo de “apuração distribuída” que Liuzzi trouxe a público.
Former Argentine military dictator Jorge

A participação do público na TV Globo

Acho muito legal a série “Parceiros”, pelo qual a TV Globo estimula jovens não-jornalistas a produzir conteúdo jornalístico relacionado à comunidade onde vivem.

A emissora é, de longe, quem mais está dando voz ao seu público, mergulhando de cabeça na concepção da participação das pessoas no processo de constituição do noticiário. É um caminho sem volta.

O único porém: o treinamento que esse pessoal recebe, de alguma forma, pode adestrá-los como repórteres, fazendo com que a gente perca justamente o que é mais bacana na colaboração: a ausência de vícios que os profissionais carregamos.

Os três porquinhos do Guardian

Maravilhoso o comercial do The Guardian para promover sua filosofia de jornalismo participativo e apuração distribuída: uma releitura da fábula, com direito a um surpreendente final.

Para a história.

Jornalista cidadão é ameaçado de prisão nos EUA

A polícia de Baltimore ameaçou prender um jornalista cidadão que registrava uma ação de seus oficiais – ironicamente, dias depois de a própria instituição ter divulgado nota em que dizia preservar o trabalho de quem registra fatos por conta própria.

A  National Press Photographers Association (NPPA) protestou formalmente contra a ameaça.

O cara que ajudou a mudar o jornalismo

Você conhece Phillipe Kahn? Muito provavelmente não.

Pois esse cara mudaria o jornalismo como o conhecíamos ao adaptar a câmera fotográfica para telefones móveis, em 1997.

Foi um passo decisivo para impulsionar o jornalismo participativo, que afinal de contas transformaria o nosso modo de entender (e usar) a profissão.

Salve, Kahn!

Mais uma foto manipulada, mas a culpa é do jornalismo participativo?

Quando acontece mais um caso de foto enviada pelo público que, no final das contas, era manipulada, surgem os arautos que enxergam no jornalismo colaborativo o apocalipse.

Quando sabemos que fotógrafos profissionais não se cansam se recorrer aos mesmos métodos, esse furor todo faz água.

A colaboração, o nome já diz, é uma via de mão dupla. Ambos, profissional e amador, têm responsabilidade sobre o conteúdo – mas a culpa, ora a culpa, será sempre da imprensa formal, a quem não faltam técnicas de checagem.