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A pretensão de impor temas

Mídia social e os falsos furos

Um bom gráfico sobre notícias e mídia social. E a constatação inevitável: cerca de 50% das pessoas que acreditaram em “furos” dos sites de rede social descobriram, depois, que aquela notícia era falsa.

Quem não está on-line?

Um em cada cinco americanos adultos não possui atividades on-line. Basicamente, são idosos, pessoas com pouca instrução e gente com baixa renda.

O Pew tem mais informações sobre o tema.

A ilustração na edição diária

Isso é uma verdade: desenhista que não fica “dentro da redação” (ou pelo menos não tem intimidade com o noticiário), não pode levar ao cabo a tarefa de confeccionar charge, cartum ou caricatura da edição diária.

Uma das grandes “novidades” que introduzi em A Gazeta Esportiva nos idos de 2000 foi a participação do cartunista nas reuniões de pauta. Conseguimos melhorar – e muito- a conexão entre ilustração e reportagem no jornal no dia a dia.

Infelizmente, alguns ainda consideram “artístico” esse trabalho. É o primeiro passo para esfriar o material e dissociá-lo da edição do dia.

O segredo do sucesso da Bloomberg

Criado pelo atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em 1982, a rede de televisão anônima focada em economia (e com aqueles indicadores loucos poluindo a tela) hoje produz cerca de 5 mil matérias por dia em 146 redações distribuídas por 72 países. O canal atinge 310 milhões de pessoas globalmente.

É notícia?

Finalmente alguém escreveu sobre isso: se você trabalha PR (o odioso termo “assessoria de imprensa” no Brasil) e tem dificuldade para conseguir cobertura jornalística é porque seu evento não é notícia.

Os jornais paulistanos e a 1ª Guerra Mundial

O Arquivo Público do Estado de São Paulo acabou de subir uma nova leva de publicações digitalizadas. Desta vez, o foco é a 1ª Guerra Mundial (1914-1918).

Sensacional poder conhecer a cobertura que veículos como O Combate (reprodução acima) deram ao conflito.

No acervo, também há notícias sobre o andamento da guerra nas páginas dos jornais O Correio Paulistano e As Novidades.

Eles tentaram roubar a web

É dezembro de 1993, e o The New York Times anuncia ter descoberto o “mapa do tesouro” da era da informação: o browser Mosaic, desenvolvido pelo NCSA – laboratório de computação da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA).

Por algum momento, devido ao sucesso do software (o primeiro a compreender a necessidade de ser compatível com o máximo de equipamentos), o criador da web, Tim Berners-Lee, acreditou que sua invenção estivesse sendo rebatizada.

A matéria no NYT não deixava dúvidas: a web estava sendo chamada, genericamente, de Mosaic. A mídia tinha abraçado o termo e, melhor, o produto: enquanto a web era de origem europeia, o navegador era genuinamente ianque.

O NCSA ainda tentou atropelar o Cern, onde Berners-Lee trabalhava, ao sugerir que devesse capitanear os primeiros encontros da comunidade WWW.

No final das contas, o núcleo criador do Mosaic na NCSA foi contratado por uma empresa que criou o Netscape, navegador que se não foi cogitado como sinônimo de web, abriu as portas para muita gente conhecê-la.

É um grande pedacinho da história da rede.

O Facebook e seus 834 milhões de filhos

O Facebook está abrindo o bico, já percebeu?

Diariamente, o tempo todo, atualizações, likes e comentários desaparecem momentaneamente. Posts publicados simplesmente caem no vazio para ressurgir horas depois, como se fossem recém-publicados.

Na timeline, datas de nascimento (ou lançamento de produtos, no caso das fan pages) foram alteradas aleatoriamente e nem sempre restauradas. Virou rotina publicar e não ver a atualização. Repetimos a operação e, surpresa: de repente você começa a enxergar dobrado.

Sustentar 834 milhões de bocas tem um preço.

Um homem no banheiro feminino

Duas anotações pessoais sobre o enfant terrible da hora dos sites de rede social, você me permite?

1) O Pinterest combate bravamente a ditadura do texto. Ali o contato com as pessoas que te seguem ou por você são seguidas é absolutamente dispensável. A comunicação se dá por meio de imagens.

Trocam-se escassas palavras, e na verdade o que você tem a dizer em texto pouco importa. Sua reputação é proporcional ao seu senso estético. Subjetivo.

Fazia falta uma rede onde falar com pessoas não é o foco.

2) Para um homem, acessar o Pinterest equivale a entrar no banheiro feminino. E é ótimo, passa a (falsa) impressão de que invadimos a cabeça das mulheres e entendemos seu mundo – ainda que enquanto elas olham cabelo, look e sapato, cobiçamos sex appeal, bunda e peito. Também gosto do Pint porque ele me dá a sensação de que sou o intruso espada do Saia-Justa, uma antiga aspiração.

O site pinta como um ponto de encontro estético bem simpático, sem chatices inerentes aos sites de mídia social que têm o texto – e nosso brilhante pensamento vivo – como principal funcionalidade.

Jornalistas em greve

Peralá: nesta quinta há o chamamento para uma greve geral na Espanha, e o jornal Público decidiu aderir ao movimento: anuncia em sua capa que não será atualizado por 24 horas.

O jornal é o mesmo que há cerca de um mês encerrou suas atividades em papel e partiu apenas para a operação on-line.

Agora, jornalista em greve num dia em que se precisa muito dele é bem estranho, não? Patrão à parte, a paralisação poderia ter ocorrido antes.