Arquivo do mês: outubro 2011

Steve Jobs e nossa ingenuidade biográfica

Material bem consistente publica a Lumina, revista semestral do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Destaco Mozahir Salomão Bruck e “O jornalista e a ingenuidade biográfica”, um tema ainda debatido de forma lateral (mas que a morte de Steve Jobs e a ausência crítica que forrou a reconstituição da vida do personagem mostrou o quanto é importante), além de Eduardo Granja Coutinho com “Cala a boca, Galvão! hegemonia, linguagem e filosofia espontânea das massas”.

Boa leitura.

Quando a internet arregou


“Se você procura informação, TV e radio têm noticiário mais atualizado. Muitos serviços noticiosos não estão disponiveis por causa da altíssima demanda. Abaixo, cópias em cache de versões de sites de notícias conforme atualizações realizadas anteriormente”.

O recado da página inicial do Google em 11 de setembro de 2011 era claro: a internet abrira o bico. A ponto de recomendar que você fosse atrás da mídia tradicional.

Haverá uma segunda vez?

Fotojornalismo, modo de usar

Se conselho fosse bom a gente vendia, né? Não.

Como outro dia voltei a falar da Magnum (a superagência de fotojornalismo que tem dado duro para sobreviver _ainternet ampliou a concorrência de todo mundo), que tal dar uma olhada em algumas dicas de fotógrafos importantes que já tiveram o trabalhado distribuído pela companhia?

Mais livros de comunicação para baixar de graça

Mais um repositório que é interessante dar uma olhada: 30 livros de comunicação prontos para download, aproveite.

Sensação de déjà vu


Esta semana o UOL mudou o desenho de sua homepage e, imediatamente, começaram as comparações com seus concorrentes.

A sensação de déjà vu é inevitável, mas design é moda. Em 2009, já falávamos do triunfo do branco nas páginas iniciais de portais como uma tendência.

De lá para cá, uma mudança importante: a linkagem externa, que apontei como um entrave em 2009, se não virou regra, ao menos não é mais tabu.

CNN domina premiação de design de notícias

Palavra do júri da SND (Society for News Design): a CNN tem os melhores site de notícias e aplicativo para iPad eetre os produtos jornalísticos.

Entre os celulares, a aplicação do The Guardian para versões touch foi a ganhadora.

 

 

O cara que desmascarou o Creative Commons

Robert Levine, ex-editor das revistas “Wired” e “Billboard”, é o novo integrante da cruzada contra o conteúdo “surrupiado” na internet.

Mas seu livro “Free Ride: How Digital Parasites are Destroying the Culture Business, and How the Culture Business Can Fight Back” traz uma contribuição de verdade ao debate.

Nele, Levine faz jornalismo e, em sua apuração, descobre que entidades incensadas como libertárias (caso do Creative Commons) são patrocinadas pela indústria de tecnologia _a principal interessada em compartilhar conteúdo sem desembolsar nada pelo direito autoral.

“Não sei se vender o conteúdo vai funcionar, mas sei que distribuí-lo de graça na internet não vai”, disse Levine em entrevista à Folha de S.Paulo.

Faap lança pós em Jornalismo Multimídia

A partir de março de 2012, a Faap estreia seu curso de pós-graduação em Jornalismo Multimídia.

Não preciso dizer como, na posição de coordenador, estou satisfeito: trata-se de um trabalho que, ao todo, já leva dois anos, entre a concepção da grade e a escolha do corpo docente _gente muita boa e metida até o pescoço nessa coisa extraordinária que é aprender a fazer jornalismo onde quer que seja.

Quem quiser mais informações pode procurar a instituição por e-mail ou telefone (11 3662-7449).

Abaixo, o programa resumido do curso, que prevê três semestres de aulas até a etapa final, de mais um semestre, que inclui orientação para a submissão do trabalho final a uma banca.

Módulo I (120 h)
. Cibercultura (18 horas)
. Edição e reportagem na web (30 horas)
. Novas narrativas jornalísticas I: jornalismo visual (30 horas)
. Arquitetura da Informação (24 horas)
. Empreendedorismo digital (18 horas)

Módulo II (120 h)
. Planejamento de conteúdos (27 horas)
. Novas narrativas jornalísticas II: vídeo/áudio (30 horas)
. Webdesign de notícias  (21 horas)
. Práticas de relato jornalistico on-line (30 horas)
. Metodologia científica (12  horas)

Módulo III (120 h)
. Mídia social e jornalismo participativo (21 horas)
. Novas narrativas jornalísticas III: aplicativos e tablet (24 horas)
. Ética e legislação digital (21 horas)
. Práticas de edição em rede (24 horas)
. Otimização e análise de audiências (18 horas)
- Seminários Avançados (12 horas)

Total                                   : 360 horas

ATIVIDADES COMPLEMENTARES
AULA INAUGURAL –          3h
SEMINÁRIOS TECNICOS – 9h
BANCA EXAMINADORA –   9h
ORIENTAÇÃO TÉCNICA – 27h

Total da carga horária: 408 horas aulas

Em tempo: na Faap também coordeno uma pós em Jornalismo Esportivo.

A Segunda Guerra Mundial em fotos

Um superespecial da The Atlantic aborda, em imagens, todo o processo de combate e mobilização de tropas na Europa de 1943 ao Dia D.

Tempos em que reporter embedado não significava nada…

Vem cá, existe mesmo uma ciberdemocracia?

O livro “A territorialidade e a dimensão participativa na ciberdemocracia”, de Marcia Carvalhal, já está disponível para download.

A obra introduz o conceito de ciberterritório “como sendo o produto das relações obtidas da hibridez dos espaços físicos e virtuais com interface das tecnologias digitais, que, ao propiciarem uma arquitetura de participação jamais vista em qualquer outra fase da história, podem estar permitindo o alargamento da participação democrática”.

Tudo bem, mas o espaço físico e virtual é absolutamente o mesmo. E (isso ainda carece de uma investigação científica mais aprofundada) participação democrática, positivamente, não é o que a vida conectada parece oferecer.

Ao contrário, a internet tem se revelado o palco da intolerância e da ausência de diversidade de opiniões. Quem se atreve a enfrentar isso é massacrado.

Além disso, os personagens na rede ainda são muito restritos  (no Brasil, só 74 milhões acessam a rede).

Que democracia é essa?