Arquivo do mês: agosto 2011

O usuário que realmente importa

Na linha de Ken Doctor, sobre quem falamos ontem, artigo de James Breiner relembra uma verdade importante do jornalismo on-line: o usuário fiel ó que realmente importa.

Nosso desafio, portanto, é fazer um bom produto para fidelizar o usuário único. É a solução de um milhão de dólares.

A economia da notícia

Uma resenha do livro Newsonomics, de Ken Doctor. Foi finalizado em meados de 2010, mas propõe discussões ainda bem pertinentes sobre o futuro do trabalho de produção e consumo de notícias.

Políticas de correção de erros on-line

A ausência de uma política de correção de erros em sites noticiosos não deveria ser uma surpresa.

Temos jornais impressos tradicionais (estamos falando de publicações com mais de 100 anos) que até hoje não possuem transparência nem um local específico para avisar a seus leitores que coisas incorretas foram publicadas.

O caráter de hemeroteca viva da internet transforma esse trabalho (o de corrigir os erros nossos de cada dia) numa tarefa ainda mais fundamental. Afinal de contas, o jornal de ontem não está mais nas suas mãos, e acessá-lo certamente lhe dará algum trabalho.

Enquanto isso, na web os textos estão ao alcance do dedo.

Para os veículos, isso significa não só uma política editorial, mas também de recursos humanos _o dia a dia on-line, todos sabemos, é árduo Trabalho retroativo é mais um acúmulo na montanha de tarefas.

E aí o bode entra na sala.

NYT volta a investir em colaboração e crowdsourcing


Com o beta620, o New York Times reforça sua aposta no caráter colaborativo das comunidades da web.

A ideia agora é incentivar o usuário a sugerir novos produtos e participar do desenvolvimento das ideias on-line do jornalão _afinal, aplicativos na rede não servem exatamente para o que achamos que eles servem, mas para o que os usuários dizem que serve.

Registre-se que a iniciativa do NYT (que há bastante tempo vem tomando medidas para reforçar a participação de seus usuários, especialmente no quesito mashups _criar formas de disponibilizar dados tornados públicos pelo próprio jornal) não é inédita: o Boston Globe tem um produto semelhante.

Pode ser apenas mais um doce no caldeirão da colaboração? Sim, mas é melhor do que nada.

As crianças e a cultura digital

É um tema sobre o qual pouco se fala, mas que logicamente tem uma importância fundamental, já que se trata das pessoas que levarão essa revolução adiante.

Laura Lewis Brown discute o assunto do ponto de vista da introdução, por parte dos pais, da tecnologia na vida de seus filhos. Interessante.

Até quando a maioria será tratada como minoria?

Excelente a observação de Phuong Ly para o Poynter (a escola de jornalismo que possui um jornal de verdade, o St. Petersburg Times), ainda que não valha para o jornalismo brasileiro, onde não se usa (ou não se deveria usar) o termo “minorias”.

Até quando todo mundo que não é branco será tratado assim? Nos EUA, a coisa está pertíssimo da virada oficial, resta saber se o jornalismo acompanhará a realidade…

Em trânsito…

… o famoso “volto já”.

Mídia Cidadã 2011

Republico, abaixo, informações sobre conferência que considero relevante. Desfrutem.

“Os interessados em participar da II Conferência Sul-Americana e da VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã já podem submeter seus trabalhos ao evento que, nesta edição, tem como tema “Amazônia e o direito de comunicar”.

Assim como nos últimos anos, são várias as possibilidades de apresentação. Além dos artigos científicos e dos relatos de experiência, os participantes ainda podem mostrar os resultados práticos dos trabalhos em mídia cidadã na IV Feira de Mídia Cidadã e na III Mostra de Vídeos Cidadãos.

O período de submissão se encerra em 03 de outubro de 2011. Apenas os vídeos devem ser enviados mais cedo: até 16 de setembro deste ano.

O Mídia Cidadã 2011 será realizado entre 20 e 22 de outubr o, na Universidade Federal do Pará, em parceria com a Rede Brasileira de Mídia Cidadã e a Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Seu objetivo - ao reunir comunicadores, educadores, pesquisadores, estudantes das ciências sociais e humanas, representantes de ONGs, movimentos sociais, coletivos culturais e representantes da sociedade civil - é promover o diálogo entre as pesquisas produzidas no campo da comunicação social e as experiências de produção de mídia da sociedade civil, mercado e Estado.

Mais informações estão disponíveis no site da Rede Brasileira de Mídia Cidadã (www.unicentro.br/redemc, no link “2011″) e, também, pelo email midiacidada2011@gmail.com .

Paradoxos da cultura digital

Para refletir.

Há jornalismo de verdade em Cuba?

Pergunta bem interessante surgida numa roda regada a Bucanero na cara do Malecón: existe jornalista de verdade em Cuba?

Na imprensa formal, claro que não.

Mas eles (os jornalistas verdadeiros) são muitos, em blogs e redes sociais.

Quando mudar, Cuba será promissora também nesse ramo de atividade.