Arquivo do mês: junho 2011

Sobre blogueiros e jornalistas

A notícia de que a corte suprema de Nova Jersey determinou, ao julgar um caso, que blogueiro não é a mesma coisa que jornalista tem um erro de viés. Não foi exatamente essa a decisão do tribunal.

O caso envolvia Shellee Hale, ex-funcionária da Microsoft, que postou comentários em um fórum acusando de fraude e ameaça de morte uma companhia que produz softwares usados na indústria pornográfica.

Tivesse utilizado seu site pessoal (ainda em construção) e, mais especificamente, a área de notícias da página, Hale não poderia ser processada.

Portanto, a corte não entendeu liminarmente que uma pessoa que mantém trabalho jornalístico na internet mesmo sem ser jornalista profissional está totalmente desprotegida de leis como a que permite o sigilo de fontes.

Sugeriu, apenas, que “jornalistas autointitulados e entidades com pouco histórico” carecem de maior investigação sobre suas atividades antes de se decretar que podem ou não ser defendidas como jornalistas.

Agora, que blogueiro e jornalista não são a mesma coisa já sabíamos há tempos. A atividade jornalística não é a única que se pode desempenhar num site pessoal. Isso basta para esclarecer que uma coisa nada tem a ver com a outra.

Escrever, pura e simplesmente, não é jornalismo.

Uma coleção de links (e discussões) bacanas

Povo de De Repente (ou seria apenas Rafael Sbarai?) voltou de férias cheio de links e discussões bacanas. Vale ir lá dar uma olhada.

A nuvem da internet, nós e a Apple

O jornal O Globo publicou nesta semana um belo balanço de a quantas anda a tal da “nuvem da internet”, o armazenamento remoto de informações sem o qual, muito provavelmente, teríamos um tilt de enormes proporções.

O dado mais interessante: a nuvem tem um potencial de mercado de US$ 1,4 trilhão por ano.

Não por acaso, a Apple _e seu maligno de dominar a humanidade_ acaba de criar uma nuvem para chamar de sua…

O futuro da TV em debate

Faz tempo que estamos tentando encontrar uma nova linguagem para o vídeo na web, mas a TV também passa por esse drama.

Abaixo, Brian Solis conversa com Jim Louderback sobre a necessidade de se construir comunidades em torno do conteúdo (é uma máxima que vale para tudo, do texto à infografia).

A imagem em movimento vive um momento que Louderback chama de “terceira revisão”. A primeira foram as grandes redes de TV, a segunda, a TV fechada. Agora, chegamos à convergência e à necessidade de interagir com o até então mero espectador.

O triunfo das jornalistas

Curioso: no leste Europeu, a maioria dos jornalistas é mulher.

Uma realidade que chegará, mais dia menos dia, ao nosso país. Basta olhar as faculdades para perceber que elas dominarão a profissão.

Dissecando o papel cerebral

Nem bem terminei a leitura do sensacional The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains, de Nicholas Carr (que mostra como nosso cérebro é “elástico” e vai se moldando de acordo com nossos hábitos e tarefas), e me deparo agora com Neuromania: On the Limits of Brain Science, de Paolo Legrenzi e Carlo Umlitá.

Neste, os autores vão um pouco mais fundo na descrição do que acontece quando nosso cérebro trabalha _um pouco mais além de infografias coloridas e imagens animadas de explosões neurais.

Contemporânea discute a evolução comunicativa

Com o tema “A comunicação na passagem dos séculos”, a revista Contemporânea da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, já está no ar.

 

Uma pensata sobre novas narrativas na web

James Breiner faz uma oportuna, relevante (e longa) pensata sobre as novas narrativas jornalísticas na web.

Algumas considerações são básicas, como a facilidade que narrativas não lineares introduzem à leitura on-line _o que significa que fugir da ditadura do texto não é apenas uma decisão jornalística, mas também de usabilidade.

O principal do texto, pra mim, é o realce a uma opção básica: escolher o formato adequado para o veículo certo. Não somos todos obrigados a adotar todas as novidades do novo mundo na rede, mas conhecê-los e aplicá-los onde de direito, isso sim, é nosso dever.

 

Dados sobre o fenômeno 20 Minutos

Uma videoinfografia conta um pouco da história (e dados do presente) do 20 Minutos, publicação gratuita que é um fenômeno de distribuição na França, na Espanha e em Portugal.

Aliás, em 2008 o 20 Minutos tinha tudo pronto para desembarcar no Brasil, mas veio a crise econômica e o plano acabou adiado.

Observatório de Mídia e Política da UnB no ar

Já está no ar mais uma edição do Observatório de Mídia e Política da Universidade de Brasília, agora discutindo a cobertura do assassinato de Osama Bin Laden e, ainda, a inclusão digital no Brasil, tema dos mais relevantes no momento em que cerca de 120 milhões de brasileiros ainda não estão conectados.