Arquivo do mês: maio 2011

A trajetória da comunicação móvel em fotos

Outro dia mostrei aqui a evolução do computador dos anos 40 ao iPad.

Hoje é a vez de perceber, visualmente, a trajetória da comunicação móvel de 1938 aos dias de hoje.

Microrrelato, esse gênero desprezado no jornalismo

Estebán Dublín fala com propriedade sobre o microrrelato, que não costuma ser associado a nenhuma forma de redação jornalística mas que, com a popularização de microblogs (Twitter e Tumblr à frente), bem que merecia um lugar ao sol.

Dublín lembra o maior exemplo de microrrelato conhecido: os versículos bíblicos, que contextualizados acabam por contar uma história única.

Bem interessante.

Saiu a nova edição da revista Fronteiras

Há alguns vícios, como o uso de “camponês” no artigo “A influência da televisão no desenvolvimento regional da zona rural no município de Palmas (TO)”.

Mas um novo número da revista Fronteiras (publicada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos-RS) já está no ar.

É sempre uma boa leitura.

Revista Famecos debate o gênero televisivo

O número 18 da revista da Famecos (Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS) já está no ar e traz, entre outras, uma discussão interessante sobre o gênero televisivo _e como leciono gêneros jornalísticos, todos eles me interessam.

Itania Maria Mota Gomes discute o caráter cultural desse discurso com base
no trabalho de Jésus Martín-Barbero.

Em outro artigo interessante, Giovandro Marcus Ferreira e Adriano de Oliveira Sampaio analisam o posicionamento discursivo do Jornal da Record, segundo telejornal mais visto da TV brasileira.

Boa leitura.

Ferramentas que auxiliam a produção de infográficos

Da teoria à prática: conheça alguns programas bastante simples para transformar informação textual em visual.

Você quer trabalhar no Facebook?

Dez entre dez jovens americanos querem. No mundo, idem.

A MTV produziu uma série mostrando quem está por trás da maior invenção de Mark Zuckerberg, revelando, claro, alguns detalhes de como é trabalhar na “Rede Social”.

E, mais claro ainda, dicas para conseguir isso.

O Braimstorm9, como de hábito, viu primeiro.

A foto encenada de Barack Obama e considerações sobre ética no jornalismo

A foto de Pablo Martinez, da AP: montada

Essa é boa, mas é velha: fotógrafos das agências noticiosas AP e Reuters revelaram que a imagem de presidente Barack Obama durante discurso em que anunciou ao povo americano a morte de Osama Bin Laden foi montada.

Neste caso, dizem os profissionais, foi o próprio personagem quem sugeriu a encenação, posterior ao discurso de fato.

Nos EUA, a ação fere o código de ética da Associação Nacional de Fotógrafos.

Na prática, e em boa medida capitaneada pelos próprios fotógrafos, a encenação de situações para registro em imagem é frequente e recorrente globalmente.

Mais recentemente, na era da superexposição digital, protagonistas do noticiário também passaram a adotar a prática, com a complascência dos profissionais.

Uma ideia sobre a audiência de blogs no Brasil

A Boo-box, que se especilizou em exibir publicidade personalizada em sites, acaba de divulgar um estudo com algumas tendências sobre a audiência de blogs no Brasil.

Para observar com cuidado _além do óbvio interesse comercial, o levantamento admite ter monitorado apenas 15 mil páginas deste tipo publicadas no país, o que é ínfimo perto de seu universo.

Tecnologia facilita até ‘invenção’ de santo

A célere movimentação da Igreja Católica rumo à canonização de João Paulo II, ninguém me tira da cabeça, é mais um importante reflexo do impacto do avanço tecnológico na humanidade.

Temos acesso a mais informação, e ela corre mais rápido.

Resumidamente: a imagem mais que angelical de Karol Wojtyla foi construída pela mídia, ao mesmo tempo em que fatos que supostamente confirmam seu caráter sacro circulam com mais desenvoltura.

A tecnologia facilitou até construção e consagração de divindades religiosas.

Nada mais natural que o primeiro Papa da internet seja também seu primeiro beato e, logo mais, santo.

Sabemos separar pepitas de ouro do cascalho?

Na era da informação massificada, não estamos sabendo interpretar, contextualizar _mas, principalmente, decifrar_ esses códigos.

É o resumo do ótimo artigo de Massimo Pigliucci, filósofo e professor de filosofia da Universidade Municipal de Nova York, numa colaboração para o Project Syndicate.

“Falta-nos a habilidade elementar de interpretar toda essa informação _a capacidade de encontrar as pepitas de ouro em meio ao cascalho”, afirma Pigliucci.

É por isso que o bom jornalismo, aquele que hierarquiza e desvenda, não apenas relata sem reflexão, tem uma longa vida pela frente.