Arquivo do mês: março 2011

Correspondentes comunitários fazem a diferença

Vale a pena prestar atenção no blog Mural, obra do jornalista Bruno Garcez, que fez um treinamento com 20 moradores da periferia de São Paulo, agora convertidos em “correspondentes comunitários”.

Uma ótima ideia e que efetivamente traz algo de novo para o jornalismo.

Já tinha falado sobre o Mural no ano passado, mas vale a relembrança porque, agora hospedada na Folha.com, a página tem trazido material consistente e bastante interessante.

Como recuperar a ilusão de querer ser jornalista?

Ser jornalista é diferente de estudar jornalismo. Vem antes, quase nasce com a gente.

A frase “pra você, de quem todo mundo ri quando diz que quer ser jornalista” é o ponto de partida de uma experiência interessante do coletivo espanhol 1001medios _encontrado, como sempre, pelo solerte Gerardo Albarrán e o seu Sala de Prensa.

Dez jornalistas relembram seu começo (conversas com os pais na hora de decidir a carreira, por exemplo) e falam sobre a paixão que move quem se dispõe a trabalhar nisso.

Aos 21 anos de profissão, não me arrependo de nada. Queria fazer isso desde muito novo (não desde sempre).

A verdade é que tive o que mereci.

NYT descreve as regras de seu conteúdo pago

Para o NYT, o paredão do conteúdo pago, instituído esta semana, é um “investimento” em jornalismo de qualidade.

Assinada pelo publisher do jornal, Arthur Ochs Sulzberger Jr, uma carta ao leitor publicada na edição impressa de ontem conta as regras deste novo jogo, entre elas o limite de visualização de 20 artigos gratuitos, por mês, para os usuários que não assinam o produto.

Vamos ver no que vai dar.

ATUALIZAÇÃO: O Tiago Dória comenta essas novidades com muito mais propriedade.

A terceira bomba atômica do Japão


À esquerda, Sendai, 13 de março de 2011. À direita, Hiroshima, 6 de agosto de 1945.

Qualquer semelhança é puramente catastrófica.

Monte sua biblioteca de jornalismo visual

O Multimedia Shooter, padrão de excelência em curadoria de conteúdo, montou uma biblioteca de 25 livros que “todo jornalista visual deve ler” (esses americanismos de lista e mustread são bem bestas, mas a relação é legal).

Tem, por exemplo, o bacanudo “99 Ways to Tell a Story: Exercises in Style”, de Matt Madden, de fato uma tremenda referência na arte de sair do lugar comum, ou “The Laws of Simplicity (Simplicity: Design, Technology, Business, Life)”, de John Maeda, bem mais recente (é de 2006) mas que já se tornou um clássico.

Corre lá que o cara colocou até o link direto para a Amazon. Eu já tô torrando uns reais com obras que não conhecia.

O desafio do 1º jornal brasileiro só para iPad

Com noticiário basicamente colhido em outros veículos, pela internet, e agências de notícias que pululam na própria rede, que diferencial poderia ter o jornal Brasil 247 (os números significam as 24 horas do dia, sete dias por semana), o primeiro veículo brasileiro exclusivo para iPad?

Comandada pelos jornalistas Leonardo Attuch e Joaquim Castanheira e a reboque de um investimento de R$ 4 milhões, a publicação terá um árduo trabalho em busca de uma identidade única que a faça ser desejada (e baixada) pelos leitores.

É, diga-se de passagem, o grande desafio do jornalismo atual em meio ao oceano de informação.

Alberto Cairo fala de jornalismo visual

O jornalista e infografista espanhol Alberto Cairo participou de bate-papo com os leitores da Época, revista que está ajudando a mudar a concepção visual _a página Diagrama, que coordena, é um belo exemplo disso.

Meu mestre no Master em Jornalismo Digital do IICS/Universidad de Navarra conversou longamente sobre o jornalismo visual com seus leitores. Vale por uma aula.

A investigação no jornalismo digital

Um livro interessante (e gratuito) apresentado no final de semana em Huesca (Espanha).

Desfrute.

Um blog para discutir o futuro do jornalismo

O blog “Periodismo con Futuro“, do El Pais, merece a visita. É mais uma página dedicada a boas discussões sobre a profissão.

O jornalismo mostra sua cara no Tumblr

Já são pelo menos 160 os produtos jornalísticos que estão presentes no Tumblr, uma plataforma entre blog e microblog que tem experimentado um crescimento considerável de 2010 pra cá (o site foi criado em 2011).

O último foi o Washington Post, que seguiu os exemplos do The Guardian e do Los Angeles Times.

É mais uma plataforma em que o jornalismo vai precisar mostrar a sua cara. Basicamente, para convidar o usuário a participar diretamente do noticiário, compartilhando texto e imagens.

Nenhuma grande novidade, a não ser a facilidade de publicação.

Mas provocará barulho.