Arquivo do mês: outubro 2010

Agregar para conectar

As Últimas é um agregador nacional bem cumpridor.

Dá uma olhada.

Como será a internet em 2020?

Quem responde é um baita infográfico.

Há vida fora da redação

Eu costumo dizer que se no meu tempo houvesse as armas tecnológicas de hoje, que nos deram uma capacidade de difusão de informação praticamente no mesmo patamar das corporações jornalísticas pré-estabelecidas, jamais teria ido parar numa redação.

Paul Bradshaw cristaliza isso ao sugerir que os novos jornalistas não devem esperar uma oportunidade, mas criar as suas.

Submeter-se a um grupo crítico e de confiança (seus nós numa rede social, por exemplo) colabora bastante com o progresso profissional.

Hoje a imprensa somos nós, qualquer um publica.

Mas somos o que opinamos e divulgamos.

Resumo: o conteúdo ainda é o que vale.

Dentro ou fora do mainstream.

Conversas sobre redes sociais


Ainda no ‘Volto Já’ mode, mas a Raquel Recuero descobriu duas palestras legais sobre redes sociais. Desfrute.

400 infográficos do La Información

O espanhol Mario Tascón esta na linha de frente entre os que se dedicam a pensar o futuro das narrativas jornalísticas.

Em suas duas trincheiras _o jornal La Información e o blog de mídia 233 Grados_, sempre tem coisas interessantes a oferecer, de reflexão pura a manga arregaçada mesmo.

Ex-diretor digital do El Pais (outro jornal que sabe fazer bem as coisas na internet), partiu para a carreira solo e seu diário on-line completou um ano disponibilizando os mais de 400 infográficos multimídia que concebeu nos últimos 365 dias.

Tem coisa ruim, mas muito material inspirador.

Tascón é um provocador nato _a propósito, 233 graus (nome de seu blog) é a temperatura de combustão do papel.

Na reta decisiva, internet parece ter produzido ruído eleitoral

Se não foi capaz de amenizar totalmente a sensação de irrelevância da internet no processo eleitoral brasileiro, a última semana de campanha exibiu ao mesmo tempo o lado bom e o mais baixo da rede que conecta pessoas.

Ainda que restrito a redes sociais específicas (como Twitter e Facebook), é impossível não notar que o movimento a favor de Marina Silva (a “onda verde”) se acentuou na web precisamente no momento em que a candidatura da verde, enfim, decolou e saiu da estabilidade.

Simultaneamente, ressurgia a velha tática terrorista-cristã, agora espalhada via e-mail e Orkut, principalmente, associando a candidata petista Dilma Rousseff a uma suposta disposição de relaxar os dispositivos legais que coibem o aborto no país, assunto que provoca urticária no eleitorado religioso.

Nos dois casos, os movimentos nascidos na internet parecem ter promovido algum resultado concreto nas urnas _só um levantamento entre os dois grupos de eleitores (os de Marina e os religiosos) é capaz de assegurar o que os indícios mostram.

Ações do gênero, que mudam o rumo de eleições, sempre houve, e isso muito antes da internet. Lembro de 1985, quando FHC titubeou ao responder num debate na TV se acreditava em Deus.

Dias depois, São Paulo amanheceu forrada de cartazetes com os dizeres “Cristão vota em Jânio”, que acabou sendo eleito prefeito, virando uma eleição quase perdida.

A diferença daquela época para hoje é que as campanhas não tinham as mesmas armas de contrainformação que dispõem hoje, quando a facilidade de publicação na rede praticamente deu uma imprensa para cada cidadão.

Marcelo Branco e sua “guerrilha virtual”, contratados pela campanha petista para fazer esse trabalho na internet, nem se deram conta.

(versão revisada de texto meu publicado na edição de ontem da Folha de S.Paulo)

Notícias do jornalismo cidadão


Enquanto isso, pelo menos sobrevoe um estudo sobre jornalismo cidadão bem interessante.

Com a conclusão que já é consenso: a relação e cooperação profissional/amador só melhora o jornalismo.

Um laboratório de jornalismo comunitário

A eleição de ontem é um ótimo pretexto para falar do projeto de jornalismo comunitário que o amigo Bruno Garcez está tocando com a cara e a coragem.

O projeto multimídia (cujo resultado pode ser conferido no blog Mural) incentiva “correspondentes comunitários” a produzir textos, fotos e vídeos e já formou 40 alunos _blogueiros, jovens com alguma experiência em jornalismo e outros interessados egressos de comunidades de periferia e de regiões pobres.

O trabalho de Garcez é exemplo de como a convivência pro-am (profissionais e amadores) pode fazer bem ao jornalismo.

Portas em automático

Fui lá votar. Até já!

Um exercício de uso de banco de dados no jornalismo

Ainda estou no “Volto Já Mode On”, mas essa dica não dá pra deixar deixar passar: meus colegas André Pase, Andréia Mallmann e Marcelo Träsel desenvolveram com os alunos do estágio em jornalismo online da Famecos/PUCRS, a Cyberfam, um exercício em uso de bancos de dados no jornalismo mostrando a atuação dos parlamentares gaúchos. Muito legal.