A insuportável indignidade de ser repórter

John Carlin escreve um texto bastante forte (e direto) sobre o que ele chama de “a insuportável indignidade de ser jornalista”.

Basicamente é o desabafo de um repórter esportivo obrigado a conviver com milionários (os personagens das notícias, ou seja, jovens jogadores alçados de repente ao estrelato) e as dificuldades de entrevistá-los.

“A primeira exigência para ser um repórter é a persistência, virtude admirável condenada sempre a beirar a humilhação”.

Carlin descreve como nós, em busca de um entrevista, somos obrigados a esperar e suplicar (às vezes, rastejar). No caso de esportes, e ele detalha isso bem, é clara a distância entre jornalista e fonte _de fato, muitas vezes é mais difícil conversar com a nova estrelinha do futebol do que com o próprio presidente da República.

E há saída? “Vingar-se da profissão e virar assessor de imprensa de um clube ou encontrar a salvação na pré-aposentadoria jornalística do escritor de colunas opinativas”, receita.

Hilário, ao mesmo tempo triste, mas absolutamente verdadeiro.

Uma resposta para A insuportável indignidade de ser repórter

  1. Você já sugeriu ao Fábio Seixas a inclusão de “unas buenas sesiones de budismo zen” no curso da pós? Seus alunos vão precisar, hahaha.

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