A Anistia Internacional lançou uma belíssima paródia do Facebook, o Tyrannybook, rede social que tratará de incomodar (e vigiar) até agora dez presidentes considerados violadores dos diretos humanos pela instituição.
Convenhamos, num universo de 203 países no mundo, é um recorte incorreto da realidade, não? Está faltando gente aí, pô.
Mas enfim, uma boa ideia e uma pauta jornalística também: há relatos importantes e alguns links bacanas no começo das discussões _nesta rede você angaria “aliados”, não amigos.
Há de se ressaltar que a Anistia entregou a concepção do projeto a uma agência de publicidade, o que obscurece um pouco as coisas.
Em tempo: quem viu primeiro foi o Brainstorm9.
Ahmadinejad, cuja foto ilustra o post, não é um ditador. Foi eleito, ainda que numa eleição discutível, (e esse discutível também é discutível) por votos. Sugiro outras ditaduras; Emirados Árabes Unidos, Jordânia, China.
Jornalista que quer falar de geopolítica internacional tem que saber história. Lembre-se que o xá do Irã, colocado no poder pelos EUA, pós II Guerra, lá se manteve sem eleições por uns 30 anos, até a revolução dos aiatolás. Lembre-se que Cuba, antes de Fidel, era um balneário cheio de cassinos para os milionários americanos. Lembre-se que a maior “democracia” do planeta mantêm Guantanamo (presos sem julgamento, sem acusação formal, sem direito a defesa e sob tortura) , enquanto a Human Right Watch vem falar de isso e aquilo em republiquetas como a já citada Cuba. Lembre-se que o presidente da tal democracia ganhou o prêmio Nobel da Paz sem fazer nada – e continua não fazendo nada, apesar do discurso ser doce, mas manter o estado de guerra americano. Lembre-se que Shimon Perez ganhou o Nobel da Paz !!!!! E que Israel tem quase tantas bombas atômicas quanto os EUA, de quem é o principal aliado. Não durma no barulho da Reuters, da APTN, da TV Globo. As coisas não são o que a mídia quer que elas sejam.
abraços
Bruno,
Grato pelos esclarecimentos.
abs