A corte suprema do Canadá tomou uma decisão histórica nesta semana: basicamente, não há jornalistas, apenas cidadãos.
Os magistrados de lá igualaram (finalmente alguém se tocou) imprensa tradicional e a pessoa que recorre a blogs, SMS, Twitter, o que for, para divulgar uma informação, definindo apenas que é preciso provar que todos os esforços foram feitos no sentido de publicar o que pôde ser verificado como verdadeiro.
É a tese do “jornalismo responsável”, seja ele praticado por quem for. Aquela minha velha cantilena de que “apurar/difundir/analisar informação é direito fundamental da pessoa”, desde que dentro do limite do verificável.
Uma boa notícia no epílogo de 2009.
Então temos que submeter todos os cidadãos aos códigos deontológicos…!? o jornalismo cidadão é essencialmente utilitário, ou não?
Filipe,
Não… o exercício do jornalismo é um direito fundamental da pessoa, sem códigos. A ética do jornalista é a ética do marceneiro. Tenha caráter, e isso basta.
abs
Que bonito… vamos lá destruir a profissão de todo mundo! \o/
Como se um blogueiro e um jornalista fosse a mesma coisa.. dai-me paciência.. só falta comparar um açougueiro e um cirurgião plástico.
http://caimuitagaroa.blogspot.com/2009/06/diploma-para-que.html
Aninha,
Blog e jornalismo não são a mesma coisa, mas o oposto é plenamente possível. Pense nisso. Minha profissão não depende de normas burocráticas, mas de caráter e boa conduta. Se a sua precisa de regras escritas por quem nem sabe o que é isso, eu lamento.
abs
Uma coisa é o jornalismo profissional, outra é a cauda do conteúdo.
Na verdade, isso é uma falta de respeito.
Jota Fagner,
Não entendi: o que é uma falta de respeito e com o q?
abs
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Essa história de que não há mais jornalistas. Eu também acredito no jornalismo cidadão, mas o profissional é o profissional.
Jota Fagner,
Sim, jornalista profissional e jornalista amador. É isso, creio.
Grande 2010!
abs