O uso do Google Earth num viral do Discovery é o tipo de trabalho que me dá ideias para aplicar no jornalismo.
É óbvio que coisas irrompendo, em geral, só funcionam na publicidade _e que você, para entender do que estou falando, terá que jogar o jogo.
A proposta é pensar numa forma mais ágil e moderna de agregar vídeo às incríveis imagens de satélite (que não são em tempo real, bem entendido) que compõem este aplicativo do Google.
Pense em sobrevoar São Paulo e clicar, digamos, no Parque Antarctica e ser direcionado para gols de partidas que aconteceram ali. Ou então selecionar o Teatro Municipal, na Praça Ramos, e ter acesso ao preview em imagens das produções em cartaz.
Deixando, para isso, o player totalmente sob o controle do usuário. Básico. O jornalismo não invade _a publicidade, sim.
É claro que há toneladas de exemplos de vídeo associado ao Google Earth. Mas a nossa parte quase sempre é a mais modesta (o público parece manejar melhor essa linguagem do que a gente).
Isso acontece em boa medida porque falta o respaldo para a inovação.
