Hoje um amigo jornalista me contou o pedido de socorro de um colega de trabalho da área de tecnologia de informação, instado em sua faculdade a entrevistar alguém para uma tarefa acadêmica.
Curioso, mas as pessoas sempre querem agir como jornalistas. O colega do amigo, leigo, queria saber quais os formatos de entrevista e como fazê-las.
Meio chato, porque a mobilização sem vícios é, sempre, mais útil. E o que garante o mosaico que dá origem à verdadeira colaboração que está por trás do conceito de jornalismo participativo.
O que você, cidadão, quer realmente saber? Sempre renderá mais do que simplesmente reproduzir hábitos e indagações de repórteres profissionais. Repórteres ganham a vida pra perguntar, você não. Pergunte o que quiser saber, de verdade. Funcionará bem melhor. Não há liturgia, apenas pergunta boa e pergunta ruim.
No geral, o jornalista tem um propósito: seu lide. A informação ou frase que resolverá a principal tarefa do dia.
O restante da humanidade, que também diariamente analisa, apura e difunde informação), não tem essa amarra formal. Ideias preconcebidas sobre o que são perguntas ou respostas, definitivamente, nada acrescentam ao processo.
Amador ou profissional, o jornalismo é, e faz tempo, uma conversa em que se buscam versões, explicações e análises.
Deixem o lado chato e protocolar com a gente e cuidem do resto.
Show de Alec, o terapeuta do jornalismo.
Mas só pra discordar de ti, acho que a gente na verdade é muito o porta-voz da curiosidade alheia. Tento sempre pensar nas entrevistas: o que o meu leitor gostaria de saber desse cara ou a respeito deste assunto? lógico que a gente tb possui muitos vícios nas entrevistas, mas acho que essa curiosidade engloba um círculo maior do que a gente, meros jornalistas.
Adalba,
Essa coisa de porta-voz eu acho que foi se perdendo com o tempo. Deveríamos ser, mas será que somos? Eu vejo os jornalistas cada vez mais preocupados com picuinhas e diferenças pessoais com as fontes. Tô enganado?
abs
Broue,
Sinceramente não sei. Quem pode julgar isso é o público leitor/telespectador. Acho que o que busco, como de resto acredito que também busques, é um plano ideal. Tenho a autocrítica de saber que nem sempre consigo. E muitas vezes mergulhamos em mares mais turbulentos, sem sair de questões pessoais mesmo.
Abração!
É por isso que, pessoal por pessoal, sou mais o mosaico do jornalismo colaborativo. Cada qual com suas angústias e indagações. E, no final, sempre caberá a nós misturar e peneirar esse caldo. É um longo trabalho pela frente.
abs
Vale também para outras áreas. Abomino jornalistas que tentam dar uma de historiadores. História não é reportagem, mas hoje em dia um monte de jornalistas se dá ares de historiadores, e vomita seus próprios preconceitos e deformações em cima do público. Que tal se acanharem e deixarem o métier para quem é do ofício?
Renato, concordo em absoluto. Que os historiadores sejam ouvidos em nossas matérias e vomitem, eles próprios, preconceitos e deformações.
abs
Os filósofos fazem perguntas há 2600 anos e não ganham nada pra isso. Jornalista acha que está fazendo muita coisa? Tem gente que acha que informação é ciência! Agora qualquer coisa que pode ser pesquisado é ciência?! Eita, galerinha sem dom pro trabalho. Quem sabe fechando todas as faculdades pilantras ajude um pouco. Valaaaameeedeeus!
Hahahahah, Everton, vc é um eterno pessimista, não tem jeito!
abs
Complicado!
Na minha área já vi muita gente imitando bibliotecários….. Lamentável!
E como se imita um bibliotecário?
abs
Quando eu vi o cúmulo do absurdo de alguém querer organizar uma biblioteca por cores e não usar os instrumentos de classificação e indexação de assuntos….
Abraços….
Há quem, no jornalismo, preconize a hierarquização por cores…
Sei exatamente do que vc está falando!
bjs
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