Clay Shirky aborda neste artigo a incerteza sobre o futuro do jornalismo. São dois os pontos mais perturbadores: a mudança radical do comportamento do consumidor e o financiamento da atividade jornalística (que hoje persiste, em sua maioria, em fracassados modelos dos séculos passados).
“Jornalismo é mais do que disseminar notícias. É compartilhar percepções”.
Shirky discorre sobre o papel (fundamental) da internet nesse processo e arremata com uma comparação talvez ainda mais dura que a metáfora do cozinheiro à qual recorreu o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, na histórica votação que derrubou a exigência do diploma em jornalismo para o exercício da profissão.
“Jornalismo é como dirigir um carro. Não é uma profissão: nenhum certificado ou especialização é necessária para praticá-lo”.