O jornal popular equatoriano Extra está utilizando uma extensa rede de colaboradores não remunerados (leia-se: seus próprios leitores) para driblar uma proibição que quase põe fim ao próprio jornal.
Desde 2008, uma lei federal proíbe que a polícia ou o IML permitam o acesso de fotógrafos de veículos jornalísticos aos cadáveres.
Para o Extra, que sempre exibiu cenas de crimes na sua primeira página (indefectivelmente ao lado de modelos desnudas), foi o princípio do fim.
A publicação, porém, segue publicando defuntos com protagonismo em suas páginas. Como? Graças aos leitores, que avisam a redação, via internet e telefone, quando se deparam com um presunto fresco.
Desta forma, jornalistas do periódico estão conseguindo chegar às cenas dos crimes antes dos policiais _flagrando o morto.
É sensacionalismo, mas de resultados: o Extra, com uma tiragem estimada em 210 mil exemplares, é o jornal mais vendido do Equador.
Até mau gosto tem chance de sobreviver com a convergência das mídias.
Não é tão mau gosto assim, senão não seria o mais vendido do país…
Será, Darlan? Ou a maioria da população tem o gosto “discutível”?
abs