Talvez nosso correspondente de guerra mais conhecido (estampou a capa da revista Realidade quando perdeu a perna na explosão de uma mina no conflito do Vietnã), José Hamilton Ribeiro analisa hoje, na Folha de S.Paulo, a cobertura jornalística em zonas de enfrentamento bélico.
É um belo retrato de nosso tempos, onde prevalece a sobredose de informação, o excesso de opções noticiosas.
E com direito a uma belíssima frase que nos leva a refletir. “Há um componente que o leva [o jornalista] a ficar sempre do lado do mais fraco (ou do que parece mais fraco). Jornalista que se preze acha que estar ao lado do poder _seja político, econômico, militar, corporativo_ é deixar de ser jornalista e virar puxa-saco.”
Eu acho que é exatamente isso. Jornalismo é oposição. Ponto.
Jornalismo é oposição. Todo resto é publicidade.
Jornalismo é investigação. É questionamento. Repórter preguiçoso não informa. Oposição não quer dizer isenção. Oposição simples e pura é anarquia, bem ao gosto do brasileiro… “fumo no shopping pq não concordo com a lei”. Tomar posição num conflito é perfeitamente natural mas debater é mais necessário ainda. Os extermistas de plantão só conhecem os termos “briga”, “luta”, “batalha”. Por fim, nem sempre o mais fraco ou o mais pobre tem razão.
Caro,
oposição não quer dizer isenção mesmo, pressupõe um envolvimento. Talvez não fosse a palavra ideal, mas foi a mais adequada que eu encontrei no momento. o importante é que o jornalista não seja um beija-mão, não tenha despesas pagas, não se envolva com a fonte. Enfim, várias regrinhas…
abs